A empresa Google admitiu oficialmente que censurou usuários americanos do YouTube sob pressão do governo Biden. Isso veio a público em 23 de setembro, durante uma investigação conduzida pelo presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, Jim Jordan.
Em carta ao Congresso, representantes da Alphabet Inc., empresa controladora do Google, afirmaram que o governo Biden pressionou a plataforma para remover conteúdo que não violava as políticas do YouTube.
“É inaceitável e incorreto que qualquer governo, incluindo a administração Biden, tente ditar como uma empresa deve moderar o conteúdo”, afirmaram os advogados da empresa na carta.
O Google se comprometeu a permitir que todos os criadores de conteúdo anteriormente bloqueados por declarações políticas sobre temas relacionados à COVID-19 e às eleições retornem à plataforma. A empresa também admitiu ter usado “verificadores de fatos” terceirizados e prometeu abandonar essa prática no futuro.
Entre os usuários bloqueados estavam figuras públicas proeminentes, incluindo o senador Rand Paul, o ministro da Saúde Robert Kennedy Jr. e o ex-vice-diretor do FBI Dan Bongiorno. Assim, o YouTube bloqueou Paul por uma semana em agosto de 2021 por um vídeo que discutia pesquisas sobre a eficácia das máscaras de tecido.
A investigação de Jordan revelou uma pressão sistemática sobre as redes sociais por parte da administração Biden, que começou praticamente desde os primeiros dias do mandato do presidente. O juiz federal Terry Doughty chamou essas ações de “possivelmente o maior ataque à liberdade de expressão na história dos Estados Unidos”.
No ano passado, Mark Zuckerberg revelou que, em 2021, a Casa Branca obrigou o Facebook a censurar informações sobre a COVID-19 e as ligações corruptas da família Biden.
Artigo publicado no SVTV.org e traduzido por Rodrigo

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